Vai... vê se desaparece, vê se me esquece...
Vai popozuda! Vai pô-pô pozuda! Vai popozuda...
Eu escolho você... Vai pokémon!
Vai Digiovo!
Quem não gosta dessas coisas?
Nós sempre nos apegamos a esses bordões e os repetimos a exaustão. Com isso, muita gente acaba copiando e reproduzindo essas coisas em todos os lugares. Pense em quantos animes, games ou filmes usam algum jargão ou bordão para mandar alguma coisa. São inúmeros!
É hadouken, tsss, iá!, kamehame-há e por aí vai... e como é nesse clima que a sacanagem me domina, falarei hoje sobre uma cópia de um monte de manias que deu certo. Principalmente nesse game... pode acreditar.

Yugi-oh é um desenho animado (não gosto de falar anime, não sei porque) sobre um menino com um cabelo estranho, que interage com mais gente de cabelos e roupas mais estranhas ainda e monstros estranhos através de um jogo estranho.
Não entrarei em detalhes sobre essa história porque se você não conhece Yugi-oh alguma coisa está errada. Em resumo, é uma mistura de Dragon Ball, Pokémon, Magic The Gathering e Malhação. E por incrível que pareça, funciona.
No game, você é um jogador de Duelo de Monstros (quem foi a uóh que escolheu esse nome ridículo pra esse negócio, hein? quem foi?) que deve enfrentar outros duelistas com o objetivo de enfrentar outros duelistas mais fortes até que lista de duelistas acabe.
Não se preocupe, a história é quase inexistente por aqui. Pense em algo como um Beat'up, então descubra que a história é só uma desculpa para os adversários aparecerem e duelarem. Simples assim.
O gameplay rola pelos menus pelos quais podemos ver nossas cartas, alterar o baralho, trocar cartas, checar o calendário, pegar cartas com password e entrar no campeonato. O calendário marca datas de eventos que normalmente são adversários que te desafiam em uma melhor de três ou coisas assim.
A cada nível são disponibilizados 3 adversários e depois de ganhar deles uma determinada quantidade de vezes, mais adversários aparecerão e assim por diante. O baralho segue a regra do jogo que varia de acordo com as fases do desenho e de jogo para jogo, por isso não posso afirmar que esse seja o mais correto. Neste caso, há restrições sobre algumas cartas, sobre o número máximo de cartas e outras coisas fáceis de deduzir ao longo da partida.
É possível trocar cartas com o cabo-link entre GBAs e adquirir um exemplar de qualquer carta do game através de passwords. Eu encontrei esses códigos na internet e peguei várias cartas que eu queria. Foi uma mão na roda, ainda mais para cartas restritas que só se pode ter uma no deck.
O campeonato ou campanha é o jogo em si.
Você entra, escolhe o adversário e duela.
A grande diferença desse jogo para os outros Yugi-ohs que joguei é a justiça. Em Eternal Soul Duelist é possível sentir a honestidade e a clareza das regras. Nada aqui parece exagerado ou sem sentido como no desenho animado. É uma sensação única, ainda mais para quem já jogou Magic e afins. Sem exagero, esse foi o detalhe que realmente me prendeu ao game.
Algumas coisas não precisam ser ditas, mas vou dizer assim mesmo. Só algumas. Para definir quem começa a partida é preciso ganhar no jokenpô. Os monstros tem níveis que definem o que deve ser feito para serem invocados... e... ai... cansei... são detalhes que não fazem diferença.
Depois de cada vitória são disponibilizados 'busters' para se escolher aleatoriamente. Esses busters são pacotes com um numero específicos de cartas que serão usadas para completar o baralho. Alguns trazem boas surpresas outros não, depende da sorte.
Para incentivar, o game conta com um ranking muito interessante que mostra a quantidade de vitórias, derrotas e empates obtidos contra cada um dos adversários disponíveis. Não sei você, mas eu fico lôka quando tenho uma mancha no meu ranking... fico histérica, quase não durmo de desespero. Sou normal?
Os gráficos não são espetaculares e isso é uma vantagem, pois deixa o game ainda mais realista. É incrível a sensação de estar de fato jogando com cartas de verdade. A música é repetiva, mas não cansa na hora da batalha. O que a torna também vantajosa por deixar a situação parecida com uma batalha de verdade em que ninguém fica escutando múscia.
Os efeitos sonoros são um charme a parte, pois são simples e traduzem exatamente o que a gente imagina quando joga com cartas de papel.
O jogo em si é muito realista. Dificilmente você verá alguém invocar Exódia e ganhar a batalha facilmente. Nem destruir todos os inimigos da tela sem nenhuma explicação e coisas desse tipo.
Não quero me estender as regras para não ficar parecendo um manual, mas algumas diferenças do desenho merecem destaque. Pelo menos da primeira fase que é mais famosa entre as pobres sem internet e tv a cabo.
O jogador começa com 8000 pontos de vida, muito mais do que no desenho. Para invocar monstros de nível acima de 4 é preciso sacrificar outros monstros. Alguns exigem até 3 sacrifícios. Não é possível colocar monstros virados para baixo em modo de ataque e nem virados para cima em modo de defesa. E fusões são complicadissímas de serem feitas.
Saudades de Dragon Ball. #sóqnão
Na verdade, o mais legal mesmo é montar o baralho do jeito que você quiser e derrotar todo mundo com ele.
Eu mesmo, me esforcei para montar um deck baseado no baralho da Mai com as harpias. E levando em consideração as regras do jogo, particularmente, o meu baralho ficou Nvezes melhor do que o dela. Muito mais rápido e eficiente. Um luxo!
Sou apaixonado pelas harpias desde o primeiro episódio em que elas surgiram e eu não me sosseguei enquanto não coloquei todas elas no meu deck. Pode parecer difícil no início, mas depois você pega o jeito. Com alguns passwords e um pouco de paciência é possível montar um deck do jeito que você quer.
Claro que nessa versão não há todas as harpias que mostrei aí em cima, mas eu não ligo, eu adoro elas mesmo. Meu sonho é ir em um anime festival or something vestido de harpia. E fazendo aquele gritinho. Com perucão de monalisa e tudo!
Eu fico arrepiado só de lembrar dos episódios delas. Ainda mais que a Mai é a duelista delas. Ela é um luxo! Loira, linda e semimalvada... uma Diva!
Esse é sem dúvida o game mais indicado para quem quer se sentir um duelista de monstros de duelos e não uma pessoa controlando Yugi e sua turma. E sei que nem preciso jogar todas as outras versões para comprovar isso. Só falta uma atualização ou uma versão para DS. Aí fechou!
Produtora: Konami
Gênero: Puzzle / RPG
Ano: 2001
Console: Game Boy Advanced
NOTA: A+
Yu-Gi-Oh!: The Eternal Duelist Soul é um exemplo de justiça e honestidade no mundo real.