Tempo, tempania, me leve para longe...
Tem pô, tem pão, tem passo, tem pinho...
Tempo, tempo, mano velho, falta um tempo...
Tempo é tudo, tudo é tempo, tempo é nada e nada é tempo.
E aí?
Como vocês podem perceber estou falando de Game Boy Advanced hoje, né? Mas o que essa história de tempo tem a ver com Zelda? Nada, lôka! É só ler o título do post para saber o que está acontecendo. O resto é só viagem minha. Ai... tenho que explicar tudo?
Desde que vi o emulador de GBA pela primeira vez fiquei com vontade de jogar Minish Cap. E era uma dificuldade fazer esse jogo rodar em um Pentium II 500megarrecas. A coisa era tão feia que 60% de fps eram inimagináveis. Nunca pensei que sentiria tanta falta de alguns quadros de animação. Sério, era deprimente jogar esse negócio naquela época, e mesmo assim eu me divertia.
Mas os tempos (olha ele aí) mudaram, eu evoluí, meu namorado trocou de computador e pudemos nos deliciar com essa belezinha da forma que merecíamos. Completa.

Antes de começar gostaria de destacar algumas coisas que você poderá ouvir ao querer saber sobre Minish Cap. São pontos que muita gente usa como argumento para caracterizar o jogo e muita gente leva em conta na hora de formar um conceito sobre ele.
Então, Minish Cap é um meio spin-off. Não tem Ganon e não tem uma história clássica. Não tem dois mundos. E não tem um monte de coisa que as pessoas acham que deve ter em um Zelda. E isso faz com que tenhamos um jogo espetacularmente original a disposição.
Isso mesmo, não se deixe levar por essas críticas bestas e conheça o jogo antes de mais nada. Ou seja, não liga pro que essa feia tá dizendo... é tudo inveja da senhora... querida, você é muito melhor. hahahaha!
Voltando.
Olhando as imagens, quem de você pode dizer para Titia o que estamos vendo?
Isso!
O mais belo Zelda de todos os tempos!!! E um dos mais belos games de GBA de todos os tempos!!! Ou um dos mais belos games de todos os tempos!!! Uma das coisas mais belas de todos os tempos!!! Pra quem estiver me vendo, pode ser uma das mais belas bibas de todos tempos, mas isso não vem ao caso!!!
Minish Cap mostra com clareza a diferença de potência entre o Game Boy Advanced e o Super Nintendo e acaba de uma vez por todas com essa história de Snes de bolso. É com essas imagens que finalmente podemos entender o real significado de portátil 32-Bits.
Além das milhares de cores na tela. Da vivacidade dos tons ecolhidos. Dos efeitos especiais de luminosidade, transparência, zoom e afins. E de toda suavidade das animações de Link e de todos os outro personagens. O jogo ainda conta com uma mecânica que deixa tudo ainda mais impressionante.
Os dois mundos são divididos em TAMANHO REAL e MINI TAMANHO. Ou seja, praticamente todos os tipos de locais do game tem sua versão microscópica, dando margem para fases incríveis e imagens inacreditáveis. Sério. Não há como não se perder nas folhas gigantes das florestas, nas gotas de chuva descomunais ou nos chefes monstruosos ao longo da jornada.
Por falar em chefes, temos aqui um surto de criatividade no quesito gameplay. Todos os chefes tem estratégias únicas para serem derrotados. Praticamente todas elas utilizam itens auxiliares, geralmente, adquiridos na própria dungeon. O que torna as batalhas ainda mais interessante.
Como falar da beleza desse jogo é chover no molhado, vamos falar um pouco sobre a história.
Então, a bruxa(o) roxa(o) apareceu do nada, transformou a princesa em pedra, roubou alguma coisa dela, se me lembro bem era alguma energia aláAthenamedêseucosmosómaisumavez e se mandou. Daí, Link achou um pássaro sem perna que virou seu chapéu para ajudá-lo. Com isso, a aventura começa e no fim a história central é sobre como ele conseguiu seu chapéu e não como ele salvou a princesa. Genial!
Particularmente, eu adorei esse negócio de transformar a princesa em pedra e sair rindo. Na verdade, eu adoro mesmo é a risada do Vaad (ou vladi, ou seja lá o que for). Uma das mais interessantes que já ouvi na vida. Fiquei imitando essa bicha por horas, jogando a franja e fazendo, u-hu-huu!
Falando em jogabilidade, temos aqui o clássico esquema de Zelda. Pegar itens, explorar dungeons, achar passagens secretas, voltar onde não era possível passar com os itens novos, achar corações, achar pedaços de corações e tudo mais, mapas, compass e big keys. Tudo normal.
Os botões são como no Gameboy em que é possível escolher quem fica no A e quem fica no B. As bolsas são lindos e originais, muito bem trabalhadas nos mínimos detalhes. E contém, mapa, itens, status, save e kinstone.
O esquema das Kinstones é o mesmo utilizado em Link's Aweaking para trocar itens e conseguir outros itens ou liberar passagens. Sendo que há vários tipos de kingtones, divididas em duas partes e o lance é encontrar a outra metade para completar. Geralmente, uma metade está com você e outra com alguém aleatório.
Os movimentos de Links são aprendidos ao encontrar um mestre em algum lugar que lhe dará um pergaminho. Cada pergaminha equivale a um movimento como girar com a espada ou quebrar pedras. Os itens principais são quase todos originais. O que demonstra o cuidado dos produtores com essa obra prima. Aliás, a Capcom sempre arrasa, né?
Esse jogo ainda trás várias partes interessantes que muitas vezes passam despercebidas pelos jogadores. São detalhes como, flutuar usando o chapéu de pássaro aleijado, conhecer a raça de minibichinhos que vive no mundo minúsculo ou sair correndo com um carrinho de mina subterrânea, que tornam a aventura única.
Uma das maiores virtudes de TLOZMC é ter um nome de funkeiro e ao mesmo tempo ser um jogo originalmente de GBA. É díficil, ainda mais em um franquia tradicional, criar um game com a cara do console e que o defina. E Minish Cap define o GBA, tem a cara do GBA e não seria a mesma coisa se fosse feito em outro console, entende? Ele arrasa por ser de GBA e ninguém imagina ele em outro console.
Ainda não tenho certeza do que é a tal da Minish Cap... se não me engano é o gorro do Link, mas não sei. É uma das coisas que esqueci e estou com preguiça de pesquisar para descobrir a verdade.
Até porque isso não importa mais, porque teci milhares de elogios de uma forma que só eu sei fazer, sobre essa maravilha gamística que de portátil só tem as vantagens e voce já está lôka do órgão sexual para experimentar essa belezinha, não é verdade?

Gênero: Ação / RPG
Ano: 2004
Console: Game Boy Advanced
NOTA: A+
The Legend of Zelda: Minish Cap é o mais belo dos belos como Daniela Mercury! Sou eu, sou eu!