Inhaí galera!
Está começando mais um...
AdrenaSports!
...com Dani Peitinho!
Não sei se sou o único, mas sou um compulsivo e estou sempre aumentando minha lista de games para jogar antes de morrer. Uma das fontes mais lucrativas de opções são aqueles vídeos de 1000 games em 1000 minutos que rolam no youtube, conhecem?
Então, nada mais justo que trazer uma amostra do que encontrei e uma prova de que é possível conhecer um game excelente vendo apenas uma imagem ou poucos segundos de gameplay. Sério.
E mais ainda, mostrar que games baseados em filmes podem ser muito melhores do que pensa nossa vã ignorância. A filósofa!
Enquanto assistia um desses vídeos, me deparei com um anãozinho atacando simpáticos slimes com uma espadinha em um campo verde que se movimentava ao som de uma música agitada e não tive dúvidas. É esse!
Ao começar, somos logo apresentados a história do game que é diferente da contada no filme. É um babado básico em que uma bruxa malvada ataca os esquilos da floresta que a prendem em uma caixa para que a bruaca retorne em alguns anos para botar pra quebrar. #sóqnão
Na verdade, o esquilo e a velha são dois deuses. Daí, um deles se corrompe, fica Lôka e bota pra quebrar. Mas eu prefiro a outra versão. Sinceramente... sou péssimo para explicar as histórias. #fodaz
Toda a trama inicial é contada em uma simpática sequência de imagens estáticas de rostos bem desenhados, mostrando que o buraco do Willow é muito mais embaixo. (sem ofensas aos anões)
Logo no início do game, tive a ligeira impressão de estar jogando outro console. O personagem é grande para seu tamanho, assim como as casas, estradas, personagens secundários, paredes e tudo mais que compõem esse mundo de fantasia. Willow poderia facilmente estrear um game de Mega Drive ou Super Nintendo sem dever nada para os 16 Bits.
Os cenários são coloridos com muito bom gosto e dão um tom profissional ao game. Nada aqui foi feito as pressas ou com desleixo. O design das fases é perfeito. A forma como as dungeons foram construídas é inovadora. Não sei se conseguirei explicar. O que quero dizer é que os labirintos realmente fazem sentido e se encaixam perfeitamente a imagem que vemos do lado de fora.
Entende?
É mais ou menos assim, você chega na porta da caverna e imagina um lugar grande prosseguindo para a direita e com uma curva para cima. Daí, quando você entra e explora essa caverna, descobre é tudo exatamente como você imaginou. A coerência com o level design (chique hein?) é um ponto muito positivo e presente no game.
Mantendo a idéia de que nada aqui é por acaso, é preciso destacar a variedade de situações de jogo. Não, você não verá Willow em cima de um cavalo ou fazendo bumpjump com a Lady Gaga na Disney. Não é isso.
O negócio é que para cada ação, há uma forma de específica de demonstrar. Ao conversar com um mero NPC, Willow é transportado para outra janela para uma breve cutscene que mostra nossa amigo em seu tamanho real.
Você sabe o que é isso? Um RPG de Nes que exibe uma cena animada e com plano de fundo bonito para cada conversa alheia que você fizer? É com certeza uma jóia rara. De verdade.
Além disso, as lutas são em tempo real com inimigos que surgem aleatoriamente em cada tela, bem ao estilo The Legend of Zelda só que com três vezes mais pixels e quadros de animação.
Sem falar nas batalhas contra os chefes que rolam em uma janela menor com uma barra de energia lateral que deixa a luta muito mais intensa, pois cada vez que você é atingido a barrinha vai léeemmm baixo.
Deu pra perceber que o negócio é complexo, né?
E não pára por aí. Basta apertar start para conferir a super ultra maravilhosa bolsa da Willow (quem viu o filme sabe do que estou falando). Nela você encontrará 4 telas contendo itens, espadas, escudos e magias. Além das informações sobre status como experiência, nível, HP, MP, força, defesa e agilidade.
Aqui a coisa fica séria.
Willow adquire experiência ao derrotar os inimigos. Então, ao subir de nível seu HP e MP aumentam. As espadas, 9 no total determinam a força. Os escudos determinam a defesa. A agilidade é a resistência a magias. Sendo que os níveis também influenciam nos outros status.
Os itens serão utilizados ao longo da jornada para solução de enigmas. E as magias são muito variadas. Há magias para atacar, encher a energia, viajar e até para coisas engraçadas. Nesse quesito não há do que reclamar. É tudo muito interessante.
Quem conhece os games de Nes sabe o quanto é difícil encontrar algo tão complexo nesse sentido. Ainda mais sendo um rpg de ação com gráficos excelentes.
A Capcom A-R-R-A-S-O-U!
Seguindo os itens, os inimigos também abusam da criatividade. Alguns são enormes, outros pequenos, mas todos tem mais de uma animação para o ataque e formas diferentes de ser eliminados.
A história é muito bem contada ao longo da jornada e não deixa brechas nem coisas sem explicação, levando em consideração as limitações do console.
Falando em limitações, o uso inteligente das limitações do nintendinho acaba sendo o charme de seus jogos. E com Willow não poderia ser diferente. Os inimigos maiores aparecem em pontes para restringir a movimentação e pequenos efeitos como o acender de uma tocha (quem jogar saberá) tornam a aventura grandiosa.
As músicas são agradáveis. A música do mundo é viciante apesar de um pouco curta, mas o grande trunfo está na música lenta. Sério. Não resisto a baladas. Quase chorei nas cenas de emoção só por causa da música de fundo. Tive que segurar a bolsa para não cair em lágrimas em algumas partes. Como não sou fraca, mantive a pose.
Para completar a Côreo! Alguns detalhes mostram o capricho dos produtores em fazer um game que fazia jus ao Nes em 1989.
Quando não está equipado com nenhuma espada ou escudo, Willow fica nu.
Mentira, ele simplesmente não carrega o que não estiver equipado. E isso é raríssimo até mesmo hoje em dia, quanto mais a 2o anos atrás.
Agora, se segura que Titia vai abalar suas estruturas.
Se prepare.
Lá vai.
Willow tem DOIS movimentos de ataque!
Você faz idéia do que isso representa para um game de 1989?
É o máximo que um rpg pode conseguir.
Quantos games de 8-Bits você conhece em que o personagem ataca de duas formas distintas com a mesma arma ou o mesmo botão? E ainda varia a velocidade do movimento de acordo com a espada equipada?
Bem Honesta!
Willow é Sandália Caríssima!
Como nenhum cara por quem nos apaixonamos repentinamente é perfeito, Willow também tem seus defeitos, além da baixa estatura.
O salvamento é feito por passwords. O que não é problema para ninguém em 2011, mas é o responsável pela dificuldade altíssima do game. Para pegar o password certo depois de pegar algum item é preciso sair da dungeon e só depois morrer. #dicofika
Claro que esse é um grande defeito, mas não impediu Metroid de se tornar um clássico e não impedirá Willow de ser um grande game obscuro. Pode apostar.
Contudo, esse é um dos melhores games de Nes e um dos mais bonitos. Totalmente indispensável para aqueles que só conhecem os Zeldas da vida. Quem está afim de uma coisinha diferente pode ligar pra Willow que a balada é certa.
Arrasa no Moicano!
Produtora: Capcom
Gênero: RPG Ação
Ano: 1989
Console: Nes
NOTA: A-
Deveríamos ter crescidos juntos, mas você não quis...
PS: se alguém quiser a versão traduzida em português, me avise que faço o upload. tô com preguiça de fazer agora, mas se alguém pedir eu coloco. tá?
Update PS: Rom Traduzida no EmulaBr