domingo, 21 de noviembre de 2010

Redenção Gamística:
Phantasy Star (Master System)

Cheguei!

Agora que novembro começou, posso dar continuidade a uma série que mobilizou a Blogsfera Retrogamer e que muitos acham que já está acabada. Para quem pensou que a Redenção Gamística chegou ao fim, trago até vocês mais um episódio dessa jornada divina. Lembrando que as 1UPs da Redenção ainda estão guardadas e serão entregues ainda esse ano.

Senti que o clima da B.E.R.G. nos últimos dias tinha um ar de RPG. Então hoje contarei minha experiência com o RPG mais importante da SEGA, que definiu, ao lado de Final Fantasy, o rumo do gênero nos 8-Bit.


Phantasy Star é um paradigmabreaker!

Um jogo desenvolvido da mesma forma que os maiores sucessos da SEGA. A equipe tem um projeto, o objetivo é criar alguma coisa melhor do que a concorrência e torná-la um clássico. Não sei porque, mas acredito que esses desenvolvedores trabalham muito melhor sobre esse tipo de pressão e com o intuito de derrubar a concorrência.

Inevitavelmente iniciei o texto fazendo referência a Final Fantasy, principal concorrente de PS na época. Muitos dizem que não tem comparação e que Phantasy Star é muito superior. Eu discordo. De com força!

Em primeiro lugar, Phantasy Star não é uma evolução de FF e sim de Dragon Quest, assim como seu rival. Em segundo lugar, os dois games mostram duas evoluções diferentes para DQ, cada um seguiu um caminho próprio. E por último, Final Fantasy é o meu jogo predileto. Acha que vou deixar barato?


Algumas coisinhas nessa comparação me incomodaram em Phantasy Star.

NPCs

Mesmo que os outros bonequinhos não falem muitas coisas interessantes em FF, você consegue perceber uma imensidão de informações. Já em PS os caras não falam nada, as frases são curtissímas e muito previsíveis, em sua maioria. Sem falar que eles ficam congelados na tela. Darei um desconto, pois o movimento foi trocado pelas imagens em tela cheia.

Inventário

Você já brincou com RPG Maker?

Se já, deve lembrar da opção de criar armas, se não, eu explico.

Em PS as armas são muito limitadas, sempre existe um tipo e um level sequencial. Por exemplo, na primeira loja, há o machado de bronze, na segunda, o machado de prata e na terceira, o de ouro. E isso se segue por todo o jogo.

Além disso, não é possível vender seus equipamentos e existem pouquíssimos itens auxiliares como heal ou pure. Senti falta da imensidão de itens que FF apresenta, mesmo com um inventário limitado.

Navegação

Onde está o mapa?

Pô! É 8-Bits!

Mas FF tem.

O mundo de PS é restrito e pequeno, não tenho a impressão de explorar um universo infinito. É tudo muito mínimo. E a forma como os lugares foram sobrepostos não me agrada. Não gostei de tudo muito quadrado, embora acredite que isso veio do fato do jogo se passar em uma era de tecnologia. Todo o sistema de Algol me parece menor que o mapa mundi de FF.

Claro que eu poderia estender essa comparação até o fim dos dias, mas essa não é a minha intenção. O que quero mostrar, é que não basta dizer que Phantasy Star tem dungeons em 3D para justificar que ele é muito melhor que Final Fantasy. A evolução veio de Dragon Quest e cada um seguiu uma direção. E o que falta em um sobra no outro.

Fim do Primeiro Round!

Depois de defender meu joguinho do coração, vamos começar a falar daquele que nomeia o post.

Algumas características de Phantasy Star mostram o empenho da SEGA em criar um jogo que fizesse história. Para começar, temos um nome interessantíssimo escrito prositalmente com 'PH' para dar personalidade ao negócio. Eu acho que o nome só foi escolhido depois que FF apareceu (desculpe-me, não falo mais nele) e que a escolha foi perfeita.
Muitos louvam e veneram os cenários 3D e a tecnologia utilizada nos labirintos, mas para mim o mais impressionante em Phantasy Star são os inimigos. Mesmo que só vejamos um monstro na tela, todos são animados, todos, sem nenhuma exceção, novamente... Todos!

A qualidade sonora de PS é indiscutível. Todos os sons são agradáveis e todas as músicas são boas. Mesmo assim, não achei tudo perfeito, não sei se com o tal chip FM Japonês a coisa mude de figura, mas sem o chip a ambientação ficou devendo.

A música de abertura é bem trabalhada, só que nem todas seguem esse mesmo padrão. Desculpa aí quem babaovo, mas foi a impressão que tive.

Graficamente o jogo é um nível acima, pois contém cutscenes, cenas animadas, belos cenários de fundo nas batalhas e labirintos em 3D. E mais uma vez, não me impressiono tanto com esses detalhes. O que mais chama minha atenção nessa parte é poder ver todo seu grupo andando pelo cenário.

Isso é fantástico!
É muito bom não ter que andar com três pessoas dentro do r...!

Fim do Segundo Round!

Continuando a batalha. Phantasy Star além de trazer uma revolução gráfica, ousou em trazer uma trama mais pesada e realista. A primeira cena do jogo é um assassinato e o desenrolar da história envolve disputas políticas nada amistosas. O que mostra uma preocupação da produtora em sair do padrão.
Minha parte favorita dessa história é a Alys. A primeira mulher a comandar um RPG famoso. Começando o jogo sozinha e demonstrando grande força ao longo da jornada, Alys busca vingança pela perda de seu irmão. Um tapa na cara da sociedade que financia a associação de príncipes encantado dos games.

O desafio é enorme. A sensação de solidão e abandono que senti nos labirintos foi absurda. Eu estava realmente em ambiente hostil, sem desenhar os mapas fica impossível prosseguir. A inteligência com a qual foram construídas as dungeons torna a exploração mais realista.

Mesmo sendo extremamente linear e muito intuitivo, Phantasy Star nos força a pensar como um bom RPG. Alguns desafios só podem ser resolvidos com raciocínio e não com clichês rpgísticos. Comprar o 'segredo' é a primeira amostra disso, se você não abrir a cabeça, não sai do lugar.

Até algumas falhas são interessantes, como o fato de poder jogar fora itens importantes. A última chave do jogo, por exemplo, se você não abrir o baú ela se perde. Dá-lhe reset.

Além de tudo isso, o pessoal ainda tentou incluir alguns veículos especiais para diversificar a exploração. A idéia foi muito bem-vinda, mas pecou no propósito final que é abrir as portas da exploração para um novo mundo. Não que tenha ficado ruim, mas foi superestimada.

Ao adquirir um novo veículo, não senti a sensação de expansão de possibilidades. Elas não aumentaram da forma esperada. Fora algumas partes específicas os carrinhos são até dispensáveis. Faltou capricho. (PS: FF Consegue!)

Altos e baixos constroem um épico!

Fim do Terceiro Round!

Phantasy Star é um excelente game, um rpg épico, um belíssimo jogo, um marco na história, um tapa na cara da sociedade, um quebrador de pardigmas, um desafio completo, uma ótima trilha e o mais completo cartucho de Master System.

Enfim, PS é um clássico que finalmente pude conhecer.
Cresci como gamer depois de terminar essa aventura.

Valeu SEGA!
Valeu Master!


Para quem não viu a primeira, a segunda ou a terceira parte da Redenção Gamística com TomEarl & Jam, Sonic The Hedgehog ou Super Metroid, e não sabe o que são Pecados Gamísticos, ficam aí os links.


(Não é comparação. Só mordi e assoprei. É um Excelente RPG)

SemBr

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