Mona!
Vão jogar video game!?
Vamo, mona.
Vão jogar playstation... podia ter algum de tiro legal... de dois... ou de fase... eu quero playstation 2... vão ver.
Não tem TV mona!
Então vão jogar qualquer um...
...NÃO!!!
Eu quero esse!
Qual?
Não sei o nome... shibi... alguma coisa.
Aham.
Peraê... youtube... site... lista... arquivo... google... google... fotos... imagens... youtube...
.
.
..
...ACHEI!
E assim, eu e a moninha começamos a jogar, como quem não quer nada, essa joguinho eletrizante que achei em um daqueles vídeos com milhões de jogos que existem por aí. Logicamente, guardei o babado para não correr o risco de morrer sem experimentar o negócio. #souesperta
Claro, que antes de começar a jogar foi um inferno para achar um emulador que funcionasse, uma rom que funcionasse, uma tradução que funcionasse e tudo mais que funcionasse. Normal. Isso sempre acontece comigo quando quero qualquer coisa. Vocês sabem, né?
Titia não tem direito a... nada!
O jogo se apresenta em uma apresentação (sério?) bacaninha, mas com cara de capada, pois as versões originais dessa série são de PC Engine e tem aberturas animalescas com músicas em CD da mais alta qualidade e tudo mais. Nada que incomode, até porque retrogamer que é retrogamer entende o que acontece quando uma coisa sai do disco e cai no cartucho. E ainda acha tudo isso um charme, não é verdade?
Seguindo, uma sequência de eventos automáticos ocorrem com algumas animações simples até que o controle dos personagens é passado aos jogadores... quê!?
Você disse jogadores??
Foi??
Isso mesmo querida... o babado aqui é certo!
Essa belezinha pode ser jogada em multiplayer simultâneo no modo história com tudo que você tem direito, sem tirar nem por, sem cortes, sem sensura e sem nada... é... sem nada, não... sem tudo... é... não... é... com tudo!
Aff.
Acho que é hora de rever meus medicamentos. #sério
Todas essas sequências e falas japonesas, das quais não entendi nada, passam muito rápido pela tela. E isso denuncia uma característica que o jogo nos impões desde o início. O ritmo acelerado.
Os personagens se movimentam muito rápido, os inimigos andam rápido, as fases são curtas, a música é eletrizante, tudo aqui é frenético. Até a morte dos chefes é rápida e sem meias palavras. Morreu? Cabô. Pronto. Bora! Bora!
Alguns podem considerar isso um problema. Em outra ocasião, eu mesmo consideraria, mas como queríamos diversão rápida e descontraída, Kaizou Choujin Shubibinman Zero caiu como uma luva de pelica.
Titia Arrasa no 'Ctrl+C, Ctrl+Vimento' para lembrar o nome #saporra
Conhecemos a historinha, entramos no ritmo e até aprendemos a falar o nome do joguinho, não é meninas?
Éééé!
E o que vem agora?
Nada.
#puta
Então, os gráficos do jogo são suficientes, entende?
Pensando no ritmo que jogo impõem, acredito que gráficos muito elaborados, muito coloridos e muito mirabolantes seria muita distração do verdadeiro foco do game que é a diversão despretensiosa de simplesmente jogar por prazer. Isso faria com que a essência fosse perdida. E não podemos aceitar uma coisa dessas. #nãomesmo
#egarantoquevocêstambém
#eaindaestãoperdendo
#tempodeler
#todaselas
#né?
Não é porque os gráficos são simples que eles sejam feios ou não possuam charme, pelo contrário. Em KCSZ, há alguns detalhes muito interessantes no quesito imagens.
As animações de combate dos personagens são muito variadas e suaves. Assim como os chefes e inimigos que são muito expressivos. E alguns com efeitos muito interessantes como o mostro de bolas que me surpreendeu pela movimentação. #arrasônacoreô
Sobre um game de ação plataforma não é preciso explicar muita coisa sobre o esquema de jogo. E nesse caso, temos os estilo clássico em que um botão bate, outro pula; Várias batidas, uma sequência. Uma segurada, uma porrada carregada. Uma pulada, uma voadora. E por aí vai.
Apenas duas novidades.
Ao jogar de dois, os personagens podem combinar seus ataques carregados atirando um no outro no momento certo, gerando um ataque mais forte e mais legal. Aliás, com efeitos sonoros muito nostálgicos e agradáveis. Não sei porque, mas adoro esse golpes de vários hits que fazem barulhinhos contínuos de metralhadora bem tátátátá... ahhhh! #ficolôka
E a outra, é a possibilidade de subir de nível ao alcançar uma certa pontuação. Nada demais, ao subir de nível, a energia máxima aumenta uma barra. E só.
No mais, são três vidas divididas, se não me engano, os continues são infinitos e não é possível escolher com qual personagem jogar.
Por isso, seja esperta e pegue o controle 2 para que não ficar feia igual a Titia que teve que jogar com o menino e suas ombreiras horríveis.
Agora é o momento em que faço um balanço geral, repito as qualidades citadas acima de forma reduzida e dou meu veredito; mas hoje farei diferente. #fazendoadiferenciada
Para encerrar, quero destacar a maior qualidade desse game, sua TRILHA SONORA. É como jogar um game do MegaMan em outro estilo musical, tamanha qualidade do negócio. Particularmente, adorei a trilha toda, não encontrei nada enjoativo, nada sem graça, nada repetitivo, enfim... todas boa!
Se não quiser jogar, pelo menos, ouça a trilha e esse post já terá valido a pena.

Produtora: NCS Corp
Gênero: Ação
Ano: 1994
Console: Super Nintendo
NOTA: B+
Kaizou Choujin Shubibinman Zero é como um orgasmo... dura pouco, mas compensa.